Após 24 anos, Brasil terá representante no ciclismo de pista nos Jogos Olímpicos

O ciclismo de pista brasileiro tem muito a comemorar. A última participação de um atleta nos Jogos Olímpicos foi em Barcelona/1992, com Fernando Louro. Mas, nesse último ciclo olímpico, Gideoni Monteiro quebrou o jejum de 24 anos e classificou o país para a Rio2016 após disputar uma verdadeira maratona de competições internacionais incluindo Copas do Mundo e Mundiais. 

Depois de manter o bom desempenho nas principais provas do ranking mundial, o cearense foi confirmado pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) como representante do país nos Jogos. Os suplentes serão Armando Camargo e Thiago Nardin. A comissão técnica será formada por Ana Stipanich, chefe de delegação, o técnico Emerson Silva e o mecânico Eduardo Oliveira. Gideoni será também o primeiro brasileiro a representar o país na Omnium, considerada uma das provas mais regulares e exigentes que integra o programa de competições do Ciclismo de Pista nos Jogos Olímpicos. 

A Omnium é uma prova complexa, que exige do ciclista precisar tanto de um bom condicionamento físico, como de uma estratégia bem definida. São seis corridas em dois dias de competição. A classificação do Brasil na prova veio após dois anos de trabalho intenso, com treinamentos específicos, intercâmbios em complexos esportivos modernos e participações nos principais eventos do calendário mundial, experiência possível graças ao planejamento bem elaborado da CBC, com apoio e investimento da Caixa Econômica Federal.

Desde que garantiu a classificação do Brasil para a Rio2016, Gideoni manteve uma agenda agitada de compromissos. O atleta está se concentrando no Centro de Treinamento da UCI em Aigle, na Suíça, trocando experiências com atletas e profissionais de alto nível, além de disputar um extenso calendário na Europa, lado a lado com os principais adversários do país nos Jogos. 

Gideoni treina dois períodos por dia de domingo a sexta, folgando apenas no sábado. A sua rotina é composta por treinos em academia três vezes por semana, intercalando treinos abdominais, core e força. Sob a bicicleta Gideoni treina exaustivamente na Estrada com exercícios especificos voltados para a sua prova e também entra no velódromo duas vezes por semana para aperfeiçoar detalhes técnicos.

Acompanhando o atleta na Suíça durante todo esse período, o técnico Emerson Silva destaca que a Rio2016 será um grande desafio, mas que tudo está sendo feito para alcançarem a melhor forma possível.

“Sabemos que o Gideoni terá certas limitações em algumas provas, então estamos dando ênfase nas provas que ele realmente demonstrou um excelente desempenho. Se conseguirmos melhorar essas características ele chegará com condições de brigar por boas colocações. Essa foi uma decisão tomada por toda a nossa equipe multidisciplinar. Assim os trabalhos se desenvolvem mais e o atleta se sente muito mais confiante melhorando assim seu estado físico e psicológico”, declarou Emerson Silva, técnico da seleção.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CICLISMO
 
Fonte: http://www.cbc.esp.br/